terça-feira, 22 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Quais RPGs São os Mais Fáceis Para Você Conduzir?

O RPG mais fácil para eu jogar é de longe o D&D até sua edição 3.5. E não é difícil de entender, já que é um dos primeiros RPGs que aprendi a jogar, e certamente o que eu mais joguei. A boa retrocompatibilidade  ao longo das edições (é bom explicar: apesar de não existir retrocompatibilidade real a partir do D&D 3.0 a base do sistema continua parecida o suficiente para a adaptação ser feita com quase nenhum esforço) também ajuda que seja fácil para eu jogar D&D mesmo em suas diversas encarnações.

Até hoje sou capaz de mestrar esse aqui vendado e com um pé nas costas!

Isso também faz com que a maior parte dos retroclones seja bastante natural para mim. E dentre estes, o Old Dragon é o que eu mais tenho facilidade, tanto por ser em português, quanto por já ter produzido bastante material para ele.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Faz Mais Com Menos Palavras?

Eu não sou um grande fã de sistemas minimalistas (e antes que alguém venha argumentar a respeito, quero deixar claro que um jogo não precisa ser rules light para pertencer à OSR), e por isso acho um pouco difícil escolher que RPG consegue oferecer uma melhor experiência de jogo com o menor número de palavras.

Isso porque, para o meu gosto, ou o jogo deixa algo a desejar, ou não é realmente tão pequeno assim. Mas isso não significa que eu não reconheça a qualidade ou validade de jogos minimalistas - eles só não são muito a minha praia.

Sendo assim, para não passar a pergunta de hoje em branco, eu escolho como um jogo "bastante completo" apesar de seu tamanho o Pocket Dragon (que infelizmente descobri não estar mais disponível no site da Redbox).

Para quem não conhece, o Pocket Dragon é o irmão gêmeo caçula do Old Dragon - gêmeo porque eles tem quase a mesma idade, o Pocket sendo apenas pouco mais recente.

Ele foi criado para ser impresso em uma única folha A4, dobrada de forma a montar um livreto de 8 páginas (incluindo a capa). Em seu sistema super simplificado ele traz as raças e classes clássicas do Old Dragon, subatributos, sistema de combate e magia, lista de feitiços e equipamentos, e regras de experiência e evolução.

Resumindo, um jogo OSR completo em uma única página tamanho A4.

domingo, 20 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual a Melhor Fonte Para RPGs Fora de Catálogo?

Comprar jogos que não são mais publicados é muitas vezes mais uma questão de paciência e aproveitar as oportunidades do que simplesmente saber onde procurar. Digo isso porque achar os jogos em si não é tão difícil, o mais complicado é ter certeza do estado de conservação do material e encontrar o RPG que você quer por um preço justo.

A forma mais fácil de encontrar jogos é através do eBay ou do Mercado Livre. No entanto, nem sempre você consegue ter uma ideia real do estado de conservação do material até a encomenda chegar em sua casa.

Por essa razão, um dos locais que eu acho melhor de comprar RPGs fora de linha é a Noble Knight Games. Os preços deles nem sempre são baratos, e o frete costuma ser caro (lá sempre vale à pena comprar várias coisas de uma vez para fazer valer o frete), mas eles tem a melhor classificação de condição do material que eu conheço. Você pode confiar 100% na classificação que eles derem para o produto, sem se preocupar.

Mas o lugar que eu mais gosto de comprar RPGs usados é em sebos. O ruim é achar os jogos nestas lojas - é quase sempre uma questão de sorte, mas quando você os encontra, você tem a oportunidade de ver em primeira mão como está o jogo, e mesmo de barganhar com o dono do local a respeito do preço. Já encontrei coisas excelentes em sebos, incluindo a caixa básica de Spelljammer com os marcadores de naves ainda sem serem destacados por apenas R$ 70,00, e um boxed set original da 1ª edição de Paranoia em inglês.

Outra opção interessante são os grupos de vendas pelo Facebook. Lá é possível conversar com o vendedor, pedir fotos, e negociar o preço. Claro que, diferente de sites de venda como o Mercado Livre, você não tem muita garantia de que o produto será entregue corretamente após o pagamento e não há mecanismos automáticos de devolução de dinheiro. Você tem de confiar na honestidade do vendedor para comprar dessa maneira. Mesmo assim, às vezes é possível encontrar grandes oportunidades de compra dessa forma.

sábado, 19 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Apresenta a Melhor Escrita?

Não vou me atrever a afirmar que o jogo A ou B é o mais bem escrito de todos. Ao invés disso, vou escolher um material que, ainda que eu não necessariamente considere ser o mais bem escrito de todos, é escrito de uma forma que me agrada muito.

Não trata-se de um jogo per se, mas sim de um suplemento. Na verdade, um conjunto de suplementos para o cenário Ravenloft: a série Van Richten's Guides.

Cada guia era focado em um tipo específico de criatura das trevas.

Não que a prosa dessa série seja verdadeiramente primorosa além do que é encontrado na média dos livros, mas o que me atrai nesses livros é que cada um deles é escrito como se fosse um guia de caça a monstros redigido pelo próprio Dr. Rudolph Van Richten, o famoso caçador de monstros da Terra das Brumas.

Enquanto o Dr. Van Richten vai descrevendo e analisando todas as características relacionadas a respeito do tipo de criatura que o manual aborda, há caixas de texto que explicam a implicação mecânica dentro do jogo do que está sendo citado pelo Dr. e que não fazem parte do texto principal.

Eles são assim, não só um manual de jogo, mas de fato um material existente dentro do cenário. Os personagens poderiam, teoricamente, botar as mãos em um desses guias e ter acesso a tudo o que está escrito como se tivesse sido redigido por Van Richten em pessoa (isso é, tudo menos as caixas de texto que trazem a tradução do texto para as regras do D&D).

Anos mais tarde, outro RPG iria fazer uso de um recurso bastante similar: Castle Falkenstein. Este jogo também era escrito como se fosse narrado por um viajante dimensional que teria parado em um passado alternativo da Terra onde existem magia e criaturas sobrenaturais. Ele vai descrevendo o cenário enquanto conta suas experiências nesse local estranho, e mesmo o jogo em si é descrito como uma espécie de entretenimento praticado naquele lugar e introduzido aos locais pelo próprio narrador principal do livro.

Essa forma de tratar o texto não só como algo externo ao cenário do jogo, mas como algo pertencente a este, é algo que mesmo que não seja escrito da forma mais primorosa possível, me agrada bastante.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Você Mais Jogou na Vida?

Essa é fácil de responder: Dungeons & Dragons.

Apesar de que, se  eu tiver de destrinchar a resposta na edição do D&D que eu mais joguei na vida, aí é um pouco mais complicado. Tenho de pensar um pouco a respeito e fazer alguns cálculos.

De 1994 até meados de 1997 eu devo ter jogado BD&D (em sua encarnação da caixa preta da GROW) semanalmente, quase sem exceção. Então, transferimos nossa campanha (então) corrente para o AD&D 2ªed.

Devemos ter jogado AD&D 2ªed semanalmente por mais um ano ou dois, e de forma intermitente continuei jogando essa edição até o ano 2000, quando foi lançado o D&D 3.0. Ainda voltei ao AD&D algumas poucas vezes depois, mas nada muito significativo (com o hype da 3ª edição quase ninguém mais queria saber do AD&D, uma pena).

Durante o ano 2000 eu joguei D&D 3.0 quase todos os dias úteis por alguns meses - do lançamento do jogo até o fim do ano, mais ou menos. Aí veio a faculdade, e eu devo ter ficado uns 6 meses mais ou menos sem jogar.

Mas depois voltei à ativa e passei anos a fio jogando o D&D 3.5 (na verdade, um misto do 3.5 com o 3.0 já que nunca consideramos eles como edições distintas mesmo). Conduzi ou participei de ao menos 3 grandes campanhas nesse sistema, que duraram vários anos cada uma - fora os jogos ocasionais.

De fato, até hoje eu jogo o D&D 3.5 - ainda que ele não seja minha edição predileta, é a que o pessoal do grupo mais tem familiaridade e facilidade.

O D&D 4ªed e o D&D 5ªed eu joguei apenas um punhado de vezes cada um.

Assim, é provável que a edição do D&D que eu mais tenha jogado seja a 3ª (somando 3.0 e 3.5), pelo simples fato de que passou-se mais tempo desde seu lançamento até hoje do que desde que eu comecei a jogar D&D e o lançamento da 3ªed - ponto a partir do qual ficou mais difícil convencer o grupo a jogar as edições mais antigas.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Você Possui a Mais Tempo Mas Nunca Jogou?

Observando minha estante de jogos para responder essa, eu cheguei à conclusão que eu não tenho muitos jogos auto-contidos (isso é, descontando suplementos) que eu nunca tenha jogado. O que é algo muito bom, na verdade!

Destes, aquele que eu possuo a mais tempo e ainda não consegui jogar é provavelmente o Dust Devils, publicado pela Redbox Editora. Considerando que ele foi lançado em 2012, e eu devo tê-lo comprado no ano do lançamento, é um jogo que eu possuo a menos de 5 anos que está sem ter jogado.

Considerando a quantidade de jogos que eu tenho aqui, eu esperava uma marca bem pior do que esta na verdade, mas até que eu não estou tão ruim assim.

Agora, o material de RPG que eu tenho a mais tempo e nunca consegui usá-lo em jogo apropriadamente trata-se de um suplemento de AD&D: o Guia de Campanha Para Undermountain, publicado nos anos 1990 pela Editora Abril.

Eu devo ter esse suplemento desde 1998 ou 1999 (comprei quando os direitos do material já estavam com a Devir), mas infelizmente nunca consegui mestrar uma campanha se passando em Undermountain. Já tentei, mas o grupo acabou se dispersando antes de começarem a exploração da masmorra. E também já usei partes do material, como magias e monstros, mas nunca consegui usar o material todo como deveria.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

#RPGaDay 2017: Qual RPG Você Gosta de Usar Como É?

A ideia da pergunta de hoje é identificar um jogo que você gosta de usar sem modificações e adaptações. Eu sou do tipo de mestre que frequentemente faz alguma modificação ou alteração nas regras, ainda que menor, então não são muitos os jogos que eu jogo exatamente como são originalmente.

Mas ainda assim existem jogos que eu jogo sem realizar alterações, seja por uma razão ou outra. Um destes jogos é o GURPS.

GURPS é um sistema genérico e bastante completo, com regras que cobrem praticamente todas as situações. Além disso, o sistema é construído de forma que as regras como estão no livro já trazem os blocos básicos para construir qualquer habilidade nova ou diferente sem precisar realmente modificar nada. Também é um jogo bastante modular, com opções de usar o conjunto de regras completo e bastante complexo, ou versões parciais e simplificadas. Isso faz de GURPS um jogo em que não é necessário fazer modificações ou adaptações de regras, no máximo escolher quais das várias opções você vai usar ou não.

Outro jogo que faz muito tempo que eu não jogo, mas que quando o fazíamos era sem nenhuma modificação - e que se um dia eu voltar a jogar novamente, também será, é Rolemaster.

Rolemaster é um jogo meio travadão, cheio de tabelas para determinar o sucesso e o resultado de suas ações. Isso deixa pouco espaço para escolher exatamente as manobras realizadas por sua personagem, já que o resultado é dependente do valor atingido nas tabelas.

Mas o charme do jogo é justamente esse, suas tabelas mirabolantes, cheias de resultados infames. Ser surpreendido pelos resultados que as tabelas trazem é a grande diversão desse sistema, e por isso mesmo Rolemaster é um jogo que para mim deve ser jogado como é, sem mexer em muita coisa.
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