sábado, 25 de março de 2017

#DnDGateBR - O Alastrar da História, Boicotes, e o Posicionamento da GF9

Na quinta-feira eu postei um dossiê detalhado com o que eu havia conseguido levantar até aquele momento sobre a polêmica envolvendo a empresa que licenciaria o D&D 5ªed no Brasil. Como eu comentei ao fim daquela postagem, estava tudo no começo e muita coisa ainda poderia acontecer - e aconteceu.

Mas antes de chegar aos finalmentes, é bom postar aqui a versão de um dos lados envolvidos nessa polêmica toda e que havia me passado despercebido. Trata-se do pronunciamento no Facebook de Fábio Ribeiro (sem mudar nem os erros de grafia), o despachante e sócio da Rigo, a empresa que primeiramente fez o contato com a WotC e teve a ideia da joint venture:

Bom, já que fui citado e estão me perguntando o que aconteceu....

Minha história não difere muito daquilo já veiculado pelo Antonio Pop...

Quando, em 2015 na CCXP em SP eu, que tinha apresentado o FoB a RedBox e feito um pedido para o Pop para colocar o recém lançado jogo The Gallerist na estande da RedBox (dando oportunidade a uma empresa com um jogo recém lançado estar em um dos maiores eventos da América Latina) vi a oportunidade de trazer o D&D (através dos meus contatos com a Hasbro) resolvi então (pq não seria eu o megalomaníaco de fazer algo sem um BOM suporte) associar 3 empresas para a empreitada; Fire on Board, Meeple BR e Red Box - a F.M.R. (a apresentação das empresas e a Join Venture está inclusive em mãos da Hasbro) foi o inicio do que está sendo hoje do D&D no Brasil. Então, em determinado momento foi aberto também conversas com a GF9, o que seria uma "nova frente", já que WoC (empresa detentora da marca e subsidiária da Hasbro) estava procurando uma parceira para trazer o D&D para novas linguás, mas iria centralizar o processo através de uma licença e desta teríamos sub-licenças, após quase 1 ano de conversas, isso com visita e apresentação das empresas envolvidas em um grande evento na Alemanha (Spiel de Essen), com definições das frentes de ação na empresa FMR, com nome da "marca" da Editora, fomos "notificados" que a Fire havia "saído" da Join... motivo? - Nenhum!

Bom, o tal "nenhum" se apresentou HOJE com o lançamento das empresas parceiras internacionais feitas pela WoC e a GF9...

Mas já imaginamos que havia algo quando houve contatos após o tal email vindo da Fire no qual se "retiravam" da parceira e a resposta da GF9 dizendo que estava tratando com um "Novo" parceiro, ai, meus amigos, cabe o que aconteceu...

As provas? Temos em abundância... inclusive até pagamento de todos os envolvidos com a tradução dos livros, eramos 4 e cada empresas era responsável por 25% do que seria a Join Venture.

Ações Judiciais? Por mim já estariam protocoladas, afinal não foi um "esforço solitário", ou até mesmo "ideia da empresa X"....

Só fico triste que o nascedouro da vinda de um produto que tantos amam já está maculado.

Ao que aparenta, a Rigo também corrobora a versão da Redbox, acusando a Fire on Board de trapacear seus companheiros de joint venture. A versão apresentada pela Redbox já dava a entender, mas o depoimento do Fábio Ribeiro transparece que quando a FoB anunciou a saída do empreendimento não falou nada, aos agora concorrentes, sobre continuar a negociar sozinha com a Gale Force Nine. E possivelmente devido às cláusulas de sigilo, as demais só tiveram certeza do fato após o anúncio oficial no dia 21 de Março de 2017.

Bem, o fato é que desde o dia 23 de Março, a notícia se espalhou, não só no Brasil, mas pelo mundo todo, chegando mesmo a ter uma matéria detalhando os acontecimentos no EnWorld, um dos maiores sites sobre RPG do mundo.

Com tamanha repercussão, e praticamente sem a FoB se pronunciar ou tentar apresentar provas a seu favor, o que vemos é um crescente repúdio da comunidade RPGista se formando em relação à FoB - ainda que apareçam eventuais defensores da empresa para se pronunciar.

E o que até então eram apenas ameaças de boicote à FoB por parte dos clientes, tornou-se no primeiro boicote do mercado à FoB. A Geek 4 Everyone, loja virtual de boardgames e produtos geek em geral, postou o seguinte em sua página oficial:

[NOTA AOS CLIENTES]
Em vista dos acontecimentos, nós da Geek4everyone retiraremos a Fire on Board do nosso quadro de fornecedores. Como empresa entendemos que somos responsáveis por toda a cadeia de nossos produtos, desde o fornecedor até o cliente final, sempre com qualidade, profissionalismo e ética.


O estoque restante deste fornecedor, assim como o jogo Scythe, já foram pagos, então ainda venderemos nossas últimas unidades para não arcarmos com este prejuízo.


Agradecemos a todos os clientes pela confiança na Geek4everyone.

Com Tabuleiro MIX, Tabuleiro MIX Distribuidora, Redbox Editora, Meeple BR Jogos
#dndgatebr

Se as coisas já não estivessem ruins o suficiente para a FoB com esse boicote, e os "vomitaços" nos comentários de todas as postagens da empresa, no início da noite de 24 de Março a GF9 postou o seguinte pronunciamento em sua página oficial e site:

Gale Force Nine Comments on D&D Localizations

Gale Force Nine has been working for over a year on our plan to publish localized language versions of DUNGEONS & DRAGONS fifth edition products. Throughout the process, we met and considered many partners around the world based on the same criteria: a passion for the material and a commitment to deliver the complete plan. We wanted to offer every country the entire D&D fifth edition experience and the partners we have chosen to work with will be doing just that.

Currently, we are speaking with all parties involved in Brazil to sort out the situation. Our goal is to ensure fans can enjoy the products in their local language of choice and we are committed to supporting those fans and their community. As such our product release plans for this market are on hold until we ​fully investigate and ​hopefully resolve th​is issue. We apologize to D&D fans in Brazil for any delay this may cause but we’ll do our best to have a solution in place soon.

John-Paul Brisigotti
CEO Battlefront Group
GF9 is a wholly owned subsidiary of the Battlefront Group

Traduzindo livremente para o português:

Comentários da Gale Force Nine sobre as Licenças do D&D

A Gale Force Nine está trabalhando há mais de um ano em nossos planos para publicação internacional dos produtos da quinta edição do Dungeons & Dragons. Durante o processo, nós conhecemos e consideramos muitos parceiros ao redor do mundo baseados sempre no mesmo critério: a paixão pelo material e o compromisso para entregarem um produto completo. Nós queremos oferecer a cada país a experiência completa da quinta edição do D&D e os parceiros que já escolhemos farão exatamente isso.

No momento, estamos conversando com todos os envolvidos no Brasil para solucionarmos a situação. Nosso objetivo é garantir que os fãs irão aproveitar o produto em suas línguas nativas e estamos comprometidos a dar suporte a estes fãs e suas comunidades. Com isso, nossos planos de lançamento no país estão congelados até nós investigarmos e, com sorte, resolvermos esse problema. Nós nos desculpamos com os fãs de D&D no Brasil por qualquer atraso que isso possa causar, mas faremos o melhor para que uma solução seja encontrada logo.

John-Paul Brisigotti
Diretor Executivo da Battlefront Group
GF9 é uma subsidiaria pertencente ao Battlefront Group

Ou seja, a GF9 suspendeu a publicação do D&D 5ªed no Brasil até segunda ordem, enquanto analisa a situação e procura uma maneira de resolver o problema. Sinceramente, essa era a única coisa sensata a fazer do ponto de vista da GF9 e WotC. Não só as acusações que recaem sobre a FoB depõem contra sua capacidade de entregar o produto como previsto em contrato (afinal, as provas de capacidade técnica da tradução não foram realizadas pela equipe da empresa), como a repercussão negativa é um péssimo marketing para o produto. E afinal, a própria WotC afirma em seu comunicado a respeito das publicações internacionais do D&D que a qualidade, a consistência, o cuidado e o apoio da comunidade ao D&D 5ªed são importantes para garantir a popularidade do jogo nos mercados de língua não-inglesa.

Após isso, com o anúncio da GF9 já tendo se espalhado, a Fire on Board decidiu então realizar um pronunciamento a respeito em seu site e na página oficial do Facebook:

Continuamos seguros com a parceria e compromisso mantidos com a Gale Force Nine, visto que sempre tivemos transparência em nossas negociações. Estamos confiantes que conseguiremos evoluir em nossos processos e que o cronograma de lançamento do D&D será implementado com sucesso no Brasil.

João Barcelos
CEO Fire on Board Jogos


No entanto, o pronunciamento que deveria ter a intenção de tranquilizar a clientela acabou saindo pela culatra quando no meio de diversos comentários negativos atacando a empresa, apareceu um comentário da própria empresa alegando ser um consumidor e fazendo um comentário favorável à FoB.

O comentário, obviamente, foi logo apagado, mas alguém já havia tirado um print da tela nesse momento, e a situação toda acabou virando um meme instantâneo.

 
Infelizmente, não consegui encontrar o print original, apenas o meme

A situação ainda tentou ser explicada, quando alguém de nome Leonardo Vicentini, que disse programar o site cuidar da conta do Facebook da empresa, assumiu a responsabilidade pelo erro, e disse que queria deixar seu apoio através de sua conta pessoal.

Em defesa da FoB, eu tenho de dizer que aparentemente o Facebook tem uma função que faz com que o administrador de uma página de empresa automaticamente logue com com o perfil desta, e pode ser o que de fato ocorreu.

De qualquer maneira, a explicação não foi muito bem aceita pela comunidade, que alegou que o apoio de alguém que trabalha para a empresa não seria legítimo, e toda essa situação só complicou mais a relação da FoB com os clientes.

Então, no momento nós só sabemos que a situação está sendo acompanhada pela GF9 e que os envolvidos procuram uma solução. Torcemos para que haja um desfecho em breve para toda essa história.

quinta-feira, 23 de março de 2017

#DnDGateBR - A Polêmica do Lançamento do D&D 5ªed no Brasil

Dia 21 de Março de 2017 tinha tudo para ter sido um dia de grande alegria, afinal, naquela terça-feira foi anunciado que a 5ª edição do D&D seria lançada em outras línguas que não o inglês. Mais do que isso: haveria uma edição brasileira do jogo, publicado pela empresa Fire on Board.

Apesar do anúncio ter sido realizado mundialmente pela própria Wizards of the Coast, pela Gale Force Nine (a empresa que ficou responsável pelo licenciamento da marca D&D para os países de língua não-inglesa), e nacionalmente pela própria Fire on Board, eu nem tive ânimo de divulgar a notícia por aqui. Tudo porque a boa notícia foi eclipsada por uma informação muito mais bombástica...

Logo após o anúncio da Fire on Board, começaram a surgir acusações de que a empresa em questão havia "passado a perna" em parceiros e  tomado a licença do D&D para si. As empresas que haveriam sido trapaceadas teriam sido a Redbox Editora e a Meeple BR, além de Fábio Ribeiro, que haveria atuado como despachante para as empresas.

Foto tirada na casa do Antonio Pop, em Niterói, no dia 05 de Maio de 2016, no que teria sido a reunião dos possíveis sócios. Da esquerda para direita: Yure (FoB), Aline (FoB), Antonio Pop (RBX), Fabiana (RBX), Fabio Ribeiro, João Barcelos (FoB), Fabiano Neme (RBX) e Diego (Meeple BR).


E porquê isso me desanimou a divulgar a publicação do D&D 5ªed em português, você pergunta? Simples: porque se fosse verdade, provavelmente significaria que a Fire on Board nunca consiga publicar o D&D e que o anúncio da licença foi um ato em vão.

Enfim, as empresas trocaram acusações e publicaram esclarecimentos através do Facebook, e para tornar a história mais clara para todos, reproduzirei aqui estas postagens na íntegra (vou reproduzir os textos, ao invés de colar prints).

Para começar, é bom analisarmos a primeira postagem que traz o caso à tona - a denúncia de Antonio Pop, da Redbox, sobre a suposta "trapaça" da Fire on Board:

Se tiver paciência de ler, não curta. COMPARTILHE! Obrigado!

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FOI UM DIA ESPECIAL... aquele 28 de novembro 2015. Fábio Ribeiro, nosso despachante, havia conseguido uma brecha com a Hasbro e haveria a possibilidade de começarmos a tratar da publicação do D&D no Brasil. Para uma tarefa tão árdua, tão grande, tão pesada o Fábio cometeu o primeiro dos erros que cometeria nesta história toda, mas com certeza o mais complicado dos erros.

Formou um grupo de editoras que trabalhariam no projeto D&D, ou seja uma forma de unir editoras para conseguir a publicação do D&D no Brasil em português.

Foram convidadas para o projeto a Redbox, a Meeple BR e a Fire On Board que formariam uma nova editora, uma Joint Venture chamada FMR (com as iniciais das empresas, Fire Meeple Red) com objetivo único de publicar o D&D.

Após meses de reuniões, idas e vindas, emails respondidos, outros esquecidos, projetos formulados, formulários preenchidos, estávamos muito próximos de conseguir finalmente a licença do D&D para o Brasil quando descobrimos uma informação quente. A Gale Force Nine da Inglaterra estava sublicenciando o D&D para outros idiomas com o Aval da Wizards. Havíamos descoberto o por que do processo estar parado em Seattle.

Aqui cometemos o erro 2. Vejam só:

Trocamos o Fábio, interlocutor com a Hasbro/Wizards, pelo João Barcelos da Fire On Board. Deste ponto em diante o João seria o responsável por negociar o licenciamento do D&D pela FMR. e assim foi por todo o ano de 2016 quando tivemos uma reunião em ESSEN com a Gale Force Nine.

Na reunião conhecemos toda a equipe, ficamos sabendo que iríamos ser a editora do D&D no Brasil que tudo estava certo e que teríamos que correr com a produção, tradução e etc. Estava tudo certo. Só falta o que? O contrato da Wizards conosco que estava sendo "aprovado" pela matriz e seria assinado em breve.

Com essa resposta positiva de sucesso nas mãos, partimos para a parte prática da coisa. Marcamos uma reunião com todas as empresas aqui em Niterói em novembro de 2016. Eram os últimos passos para termos o D&D em português. E eles foram dados durante um sábado de grande trabalho numa reunião que levou praticamente o dia inteiro.

Veio pela Redbox, eu e o Fabiano pela Redbox, o Diego Bianchini pela Meeple Br, o Fábio Ribeiro pela Rigo Logística e pela Fire on Board uma comitiva. João Barcelos, sua namorada Aline e o irmão da namorada do João (?!?!?) Yuri.

Várias coisas ficaram decididas. Preço, forma de trabalho, divisão das tarefas (a Redbox ficaria a cargo da parte editorial, tradução, diagramação e parte gráfica bem como a comercial), um selo para ser trabalhado e não confundir com as empresas antigas, que teríamos um blog para material não oficial, quem faria essa ou aquela coisa. Enfim, decidimos TODA a parte contratual da FMR. Sabíamos quem faria o que e quanto cada empresa teria de pagar para entrar no projeto.

Como já era novembro e o prazo era curto, começamos as traduções já na semana seguinte. Formamos um equipe de tradutores e revisores profissionais (Gabriel de Oliveira Brum, Nino Xavier Simas e Elisa Guimarães) que também eram jogadores para traduzir o Players e deixamos a coordenação da tradução na mão do Igor Moreno. Conheço poucas pessoas que manjam mais de traduções, inglês e D&D 5 ed. no Brasil (Valeu cara! Fomos sacaneados mas valeu pelo trabalho classe A)!

No entanto após a formação da empresa estar combinada algumas coisas começaram a acontecer, isso acendeu a luz amarela, mas infelizmente nunca tivemos uma visão clara do que estava acontecendo...

O contrato da Wizards nunca chegava. as reuniões que o João Barcelos fazia nunca eram reportadas direito. só frases curtas e sem muito direcionamento, tipo "eles estão cansados do evento. Ficou pra semana seguinte". E coisas desse porte. A Luz amarela começava a ficar laranja.

Veio o ano novo e a promessa era de contrato assinado em janeiro!

Esperamos janeiro e a assinatura do contrato foi prorrogada mais uma vez para fevereiro.

Chegamos em fevereiro e descobrimos que a FoB já estava usando a alcunha "editora que publicará o D&D no Brasil" como forma de melhorar o seu desempenho junto aos lojistas. Interpelado por isso, João Barcelos pediu desculpas e disse que isso não se repetiria...

E não se repetiu.

No dia que receberíamos o contrato para assinar, recebemos um email vago e exageradamente pseudojurídico informando que a FoB não tinha mais interesse no projeto e se retirava do projeto D&D/FMR.

Como assim? Mas em que pé as negociações pararam? Por que vcs saíram do projeto? Nada foi esclarecido e quando procuramos a Gf9 para retomar a negociação, a bomba!

"A Fire on Board já assinou o contrato do D&D para o português. Desculpe mas não sabíamos dessa história. Passar bem."

E foi assim que soubemos que fomos sacaneados. Muito sacaneados.

Fizemos várias reuniões sobre como lidar com isso? Jogar no ventilador? Processar? Embargar o negócio? Mandar comunicação por escrito através de advogados? Temos pilhas e pilhas de provas, emails, fotos, mensagens, e até vídeos e áudios, vale a penas processar? Vamos Comunicar a Wizards e a Gale das complicações jurídicas que viram pela frente? Foram várias as sugestões do que fazer.

No fim, definimos que não iríamos atrapalhar o D&D no Brasil. Não seria justo com esse monte de jogador que anseia pelo livro e que não tem oportunidade de jogar em inglês. Não atrapalharemos nosso mercado. Não sacanearemos com ninguém.

Essas coisas pertencem a vida. À entidade que vc acredita. Seja carma, inferno, danação eterna, consciência, lado negro da força. Seja no que você acreditar.
Estas coisas voltam e elas costumam voltar em dobro! Aproveite enquanto você consegue! Seja feliz! E continue baixando a cabeça quando passar perto da gente. Pessoas que agem dessa maneira, que acreditam que "vale tudo no mundo corporativo" não costumam ir muito longe. Ou melhor elas chegam até muito longe, mas quando caem... #eikefeelings

Deve ser um orgulho danado anunciar a publicação no seu país e no seu idioma! Mais do que caminhões de dinheiro (que nós sabemos pelas contas e orçamentos que fizemos enquanto estávamos no projeto, não virá) deve dar um orgulho danado ser o portador da licença do D&D no Brasil. Mesmo que para isso você tenha de enganar outras 3 empresas, dezenas de pessoas, esmagar sonhos pessoais, realizações de infância de um monte de gente.

Enfim, pra concluir. Parabéns pro nosso mercado que voltará a ter o D&D e português. Parabéns pela Fire On Board pelo golpe de mestre. Talvez vcs entendam mais de D&D do que a gente por que rolaram um 20 no ataque pelas costas.

Pra nós, resta apagar os PVs perdidos e seguir em frente. Nos vemos no Vigésimo Nível.


Bem, é um relato longo mas que em resumo afirma que o despachante Fábio Ribeiro havia contatado a Hasbro/WotC, ainda em Novembro de 2015,  e conseguido uma brecha para negociar a licença do D&D para o português. Assim, foram convidadas as três editoras - Fire on Board, Meeple BR e Redbox - para formar uma joint venture (um termo bonito para empreendimento conjunto, uma empresa formada com fim específico) para a publicação do D&D. Nesse ponto aparentemente a Gale Force Nine (ou GF9) ainda não estava na jogada.

Aqui é bom explicar o papel da GF9 nisso tudo. A WotC decidiu em determinado momento que seria mais simples para ela licenciar as produções localizadas (isso é, em outras línguas) do D&D para uma única empresa - no caso a GF9 - e esta teria o poder de sublicenciar os produtos com empresas de outros países. A GF9 teria (e tem de fato) todo o controle de realizar os contratos de tradução e produção dos materiais do D&D em línguas não-inglesas, assim como de supervisionar essas sub-licenças.

Eu entrei em contato com a Redbox e eles reiteram que a versão deles é exatamente como foi descrita pelo Antonio Pop. E que, apesar do que foi dito inicialmente, de que não iriam tomar providencias judiciais para não atrapalhar a publicação do jogo no Brasil, após o enorme apoio da comunidade RPGista, eles mudaram de ideia e agora afirmam que irão processar a Fire on Board.

Bem, mas eram 3 empresas envolvidas, não é mesmo? Sim, e a Meeple BR também se pronunciou a respeito:

*** POSICIONAMENTO OFICIAL ***

Hoje, foi veiculado mediante um desabafo do Antonio Pop, diretor da Redbox Editora, um problema envolvendo D&D 5 edição e a FoB, Redbox e Meeple BR. Tal situação teve uma grande repercussão, e reflete bastante o momento político-cultural que vivemos no país atualmente.

Em virtude do pedido de muitos amigos e parceiros na explicação do caso, é justo nosso posicionamento: Sim, as afirmações feitas na postagem da RedBox procede a cada linha.

Durante mais de um ano, as 3 editoras (FoB, Redbox e MeepleBR) trabalharam em conjunto na missão de obter o licenciamento do D&D. Foram meses seguidos de negociações, conversas intensas, expectativas e investimentos (estes, afirmados pela própria pessoa do responsável da FoB).

A intenção enquanto conglomerado era a constituição de uma nova empresa que daria rumo ao licenciamento, que teve seus contratos redigidos, e-mails produzidos, aceites emitidos e muitos pagamentos efetuados. Cada empresa assumiu uma responsabilidade, e coube e FoB as conversas externas e marketing. Infelizmente, a FoB agiu de MÁ-FÉ, assinando o contrato do licenciamento diretamente, contrariando todas as convenções assinadas anteriormente, e ignorando todos os conceitos legais.

É nosso entendimento que uma licença de tal porte é deveras importante, gerando uma responsabilidade absurda para com seus fãs, e, por sabermos de nossa pequenez, e reconhecemos limitações, acreditávamos, na ocasião, que esta parceria fosse uma forma de juntar forças e oferecer algo novo e de qualidade.

Entendemos que transparência e confiança é algo vital para o mercado atual, tão dinâmico e em constante mudança. PORTANTO, nossa intenção aqui é deixar uma manifestação de TOTAL REPÚDIO A ATITUDES DESLEAIS promovidas pela Fire on Board, movidos pura e simplesmente pela ganância de seus sócios, da mesma forma que temos nos comportado frente a esta crise política-cultural. Não precisamos de ações que fazer apenas apequenar o mercado, pois quem paga o preço é sempre o consumidor! O mercado não precisa ser predatório e sem limites. Felizmente, também é de nosso entendimento que o mercado se auto-regula, e situações como esta não são mais aceitas pelos consumidores, ansiosos por apoiar e consumir de empresas responsáveis, éticas e preocupadas com o ambiente que está inserido.

Por fim, nos reservamos a tomar as decisões jurídicas que forem cabíveis. E seguimos confiantes em nosso simples, mas honesto, trabalho.

Meeple BR Jogos


Ou seja, a Meeple BR confirma toda a versão da Redbox.

Consegui entrar em contato com o Diego Bianchini da Meeple BR e ele disse o seguinte:

"Nós endossamos todo o pronunciamento da Redbox, através do comunicado oficial em nossa página. Podemos acrescentar que recebemos mensagens de apoio de praticamente todo o mercado, o que somos muito gratos. A era da informação é implacável com empresas irresponsáveis junto aos envolvidos (stakeholders), e atitudes como as promovidas pela FoB neste caso são extremamente danosas à imagem da empresa. Atuamos em um mercado globalizado, e dependemos de licenciamentos de fornecedores externos, conquistado com ética, transparência e prestígio, INCLUSIVE junto às demais empresas 'concorrentes'."

Ainda segundo o Diego, a ideia da joint venture partiu do Fábio Ribeiro, que atua como despachante aduaneiro e prospecta contatos fora do país para editoras - e que seria sócio nessa parceria. A ideia teria surgido na CCXP de 2015 (que ocorreu entre os dias 3 a 6 de Dezembro de 2015), e amadureceu definitivamente na Abrin de 2016 (que ocorreu entre 5 e 8 de Abril de 2016), após sequencia de reuniões na Hasbro feitas pelo Fábio.

Frente a essas acusações, João Barcelos da Fire on Board rebateu com o seguinte pronunciamento:

Como CEO da Fire on Board Jogos, venho comunicar sobre as acusações mentirosas e falsas que estão sendo propagadas à respeito da Fire on Board Jogos nas redes sociais.

Agora vou contar como realmente aconteceu.
Toda negociação, desde o princípio, foi realizada entre a Fire on Board Jogos e a Gale Force Nine, nossa parceira no projeto. Não houve nenhum intermediário, além de mim responsável pelos contratos internacionais. A parceria logo se formou e trabalhamos arduamente para tal. Ambos os lados.

Com o passar das reuniões, consideramos algumas empresas brasileiras para nos ajudar neste grande projeto. Não negamos que conversarmos com tais empresas. Conversamos sim. Pensamos em ideias, porém, como vou falar mais adiante neste texto, não foram para frente por diversos motivos, o maior: falta de confiança.

Portanto, vamos deixar claro: não houve troca de interlocutor, não houve negociações diretamente com a Wizards/Hasbro. Não houve entre a Fire on Board e as demais editoras nenhum acordo.

Foi informado em tal post que a negociação estava para se concretizar. Agora, me pergunto eu: como algo pode se concretizar antes mesmo de começar?

Tivemos uma reunião presencial em que nada se concretizou. Conversamos e cogitamos hipóteses. E, nesta oportunidade, a RedBox Editora resolveu adiantar a tradução. Depois esta tradução nos foi cobrada e pagamos através de uma transferência ao Diego Bianchini. Mas sequer recebemos, vimos, participamos etc.

Inclusive sentimos muito aos tradutores que se esforçaram para entregar um bom trabalho, que apesar de não termos visto, temos certeza que deve ter ficado muito bom devido às pessoas envolvidas.

Com o passar do tempo, houve vários empecilhos que nos provaram que não seria viável começar uma possível parceria com as demais empresas. Poderia citar e provar vários fatos que acontecerem prejudiciais a Fire on Board Jogos e a vinda do D&D. A maioria relacionada à falta de confiança e desentendimentos. Como estávamos desde o início trabalhando com a Gale por conta própria, decidimos não começar nada com tais empresas e focar no trabalho que já estávamos fazendo.

Avisamos a tais empresas a tempo que não queríamos iniciar nenhum tipo de acordo com elas.

Trabalhamos muito, mas muito mesmo, para trazer o D&D para o Brasil. Foram vários testes de Resistência de Fortitude para evitar níveis de exaustão.

Fico muito triste por saber que isto está vindo à tona agora em um dia tão feliz para toda a comunidade de RPG e para nós. Porém, estamos felizes de saber com 100% de certeza que tomamos a decisão correta.

Não devemos nada a ninguém. Essa explicação é para nossos clientes, consumidores, fãs, seguidores e amantes de RPG e board games. Não é um ataque a nenhuma empresa, mesmo por que não precisamos disto para crescer ou aparecer.

Nunca prejudicamos ninguém e temos plena consciência de nossas atitudes e responsabilidades.

Peço que não acreditem em algo tão vazio e antiprofissional. Tenho certeza que um projeto tão maravilhoso quanto o D&D não iria para uma empresa pequena (de atitude) que fica falando de problemas pessoais pelo Facebook.

Não postamos nada relacionado a hashtag invejoso, nem nado tipo. Não somos assim e não fazemos este tipo de coisa. Novamente, estamos aqui para receber sua dúvida, opinião e demais solicitações.

Esses são os fatos.

O lançamento do D&D é uma notícia incrível. Não queríamos ter que passar por isto e nem fazer vocês passarem. Nos desculpe. Foi mesmo um erro nosso: tentar qualquer coisa com eles.

Estamos aqui para fazer um ótimo trabalho. Que o novo dragão chegue belo e glorioso ao Brasil.

Muito obrigado a todos que nos desejam sucesso.
Trabalhamos por vocês!

João Barcelos e toda equipe Fire on Board.


Resumindo, a versão da Fire on Board é de que desde o início o contrato foi negociado entre sua empresa e a GF9, e que nunca houve contato direto com a WotC/Hasbro. Eles não negam que sondaram outras empresas para uma possível joint venture, mas alegam que nada foi firmado e que após analisarem a situação desistiram desse plano.

Tentei contato com a Fire on Board, mas até o presente momento eles não retornaram. Mas o blog Módulos RPG postou ainda no dia 21 de Março o seguinte comunicado de alguém da Fire on Board:



Não posso afirmar com certeza, pois não encontrei a versão original dessa postagem no Facebook (a razão de colar o print), mas acredito que isso tenha sido publicado antes do comunicado oficial da Fire on Board que reproduzi acima.

Até esse momento, o que tínhamos eram apenas acusações e contra-acusações. Ninguém havia apresentado provas de nada do que se afirmou. Ainda assim, o caso tomou repercussão nacional, e mesmo internacional:

O EnWorld é um dos maiores sites de RPG do mundo (se não o maior) e em seu fórum alguém postou sobre o assunto dizendo que a WotC deveria ficar sabendo, ao que o moderador do fórum respondeu "A WotC sabe."

Na ânsia da comunidade, tanto os que apoiavam um lado quanto o outro - por provas, Fabiano Neme, sócio e diretor jurídico da Redbox fez uma postagem em seu blog Nemenomicon onde não só resumia os acontecimentos como também copiava dezenas de prints de conversas entre os sócios das empresas.

Entre as informações replicadas por fabiano Neme está o e-mail da Aline comunicando o corte das relações da Fire on Board com as outras empresas, enviado em  15 de Fevereiro de 2017:

Olá, Boa noite.

Por motivos estratégicos e logísticos, além da ocorrência de alguns fatos que vão de encontro com a filosofia ética da empresa, a Fire on Board Jogos não poderá dar sequência ao projeto ventilado/fantasiado na reunião feita, restando prejudicada, pois, todas as tratativas ali idealizadas para a formalização deste projeto.

Decidimos formalizar isso por e-mail para ficar esclarecido para todos, que estão recebendo este e-mail, todos juntos.

Estamos abertos a conversa. Entretanto, nossa decisão é certa, e não pretendemos retroceder.

Respeitosamente,

Fire on Board Jogos


Ou seja, em meados de Fevereiro a Fire on Board desistiu da joint venture. Mas pelo que é dito nesse e-mail não fica claro se informaram aos demais parceiros que continuavam negociando com a GF9.

Por razões óbvias não vou reproduzir todos os prints aqui, o que seria desnecessário. Mas talvez alguns sejam interessantes para jogar alguma luz sobre o assunto.



Estes 2 prints de conversa deixam transparecer que todos os envolvidos tratavam a empreitada como uma empresa, incluindo o representante da Fire on Board. Este, inclusive, chega a utilizar o termo "a empresa" para se dirigir ao projeto sendo desenvolvido. Claramente havia divisão de tarefas e coordenação dos trabalhos dentro do grupo formado pelos sócios.


Esses print de conversa vai além, e demonstra que não só os envolvidos concordaram com a formação da empresa, como um contrato chegou a ser redigido.

Além disso, a tradução do Player's Handbook chegou a ser realizada pela equipe contratada e supervisionada pelo Fabiano Neme, que tinha o Igor Moreno como diretor de tradução.



As conversas acima mostram que a tradução organizada pela equipe da Redbox também teria sido enviada para a GF9 como prova da capacidade da empresa de realizar o projeto, a pedido da própria GF9. Tal tradução só foi possível porque a Fire on Board, que estava responsável por fazer a ponte com a GF9 repassou à equipe da Redbox os arquivos abertos originais do D&D, como foi demonstrado pela Redbox em uma resposta oficial à Fire on Board no dia de hoje:




Se as empresas não trabalhavam juntas, por quê a Fire on Board liberou os arquivos para a Redbox? Como foi dito pela Redbox em sua resposta às acusações de calúnia, isso seria uma quebra contratual grave com a GF9:

Parando para pensar… Se por acaso a tradução foi uma escolha unilateral da Redbox, e se a Fire On Board nunca trabalhou em conjunto com a Redbox e a Meeple BR para o lançamento do D&D no Brasil, como a Redbox teria os arquivos abertos do Players Handbook?

E dizemos mais… seguindo a linha de raciocínio da Fire On Board, se ela nunca teve absolutamente nada relacionado conosco, por que compartilhou os arquivos do D&D com terceiros?  Isso é uma GRAVÍSSIMA ofensa a qualquer contrato de licenciamento…

Analisando as versões das histórias, o que de cara mais me chamou a atenção é que as versões da Redbox/Meeple BR e Fire on Board se iniciam em momentos distintos. Uma alega que tudo começou com uma negociação diretamente com a WotC em 2015 (versão Redbox/Meeple BR), e outra que a negociação sempre se deu com a GF9 desde o início (versão Fire on Board).

Cópias de e-mails publicados hoje tanto pela Redbox quanto pelo site Jovem Nerd corroboram a versão da Redbox/Meeple BR:


De acordo com esses e-mails, não só os primeiros contatos foram com a WotC - ainda em 2015 - como foram realizados através do despachante Fábio Ribeiro, e não da Fire on Board.





Foi inclusive formatado documentos apresentando as 4 empresas (as 3 editoras mais o despachante) para a WotC (note os 4 logotipos no cabeçalho do documento). A ideia da apresentação dos 4 parceiros parece mesmo ter sido levada ao grupo pela Fire on Board. Isso era por volta de Janeiro e Março de 2016, de acordo com as datas de e-mail - e as negociações aparentemente ainda eram feitas com a WotC.

Não fica muito claro em que momento a WotC mudou de ideia e a GF9 entrou na história, mas parece ser após Março de 2016. É possível, e mesmo provável pelo que mostram os e-mails, que a partir desse ponto a Fire on Board tenha assumido toda a negociação com o licenciador. O que corroboraria a versão da empresa de que apenas ela sempre negociou com a GF9 - o que não é o mesmo que dizer que apenas ela sempre negociou a licença do D&D para o português desde o início.

De qualquer maneira, nesse ponto o projeto da joint venture já existia, e seguiu existindo até mesmo com refinamentos do contrato sendo redigidos e abertura dos trâmites para registro da FRM (nome que teria a joint venture, formado pelas iniciais das 3 editoras):




 

Notem que isso já é entre Novembro e Dezembro de 2016. Quando tudo indica que a GF9 já estava cuidando do licenciamento a meses.

Mas em um ponto a Fire on Board aparentemente tem razão em suas alegações - eles parecem nunca ter assinado o contrato:





A respeito disso, segundo o Jovem Nerd, a Redbox alegou o seguinte:

"Desde o início, antes de descobrirmos que a GF9 estava sublicenciando o D&D para outros idiomas, sempre estivemos ligados no intuito de formar uma joint venture para negociar o D&D. O Contrato da joint venture não foi assinado pela FoB por que eles se recusaram a assinar alegando problemas pessoais, mesmo tendo tudo isso sido combinado, aprovado e concordado na nossa reunião de novembro de 2016."

Não só isso, em dado momento parece mesmo que a Fire on Board tentou introduzir alguém estranho às empresas para firmar o contrato em seu lugar - o que na prática serviria para formar a joint venture, mas poderia vir a isentar a Fire on Board de qualquer participação, já que a pessoa não teria relações com a editora e não poderia responder juridicamente por ela:



No entanto, uma coisa precisa ser esclarecida: mesmo que nada tenha sido assinado, um contrato verbal entre duas partes ainda é um contrato juridicamente válido. Se em qualquer momento a Fire on Board fez os demais envolvidos acreditarem que um contrato de joint venture foi firmado, mesmo sem assinatura e registro esse contrato poderia ser considerado válido.

Ainda segundo o Jovem Nerd, a Fire on Board apenas continua reafirmando sua posição de que  chegou a conversar com outras empresas mas nunca decidiram por iniciar algo com estas, tendo desde o início começado as negociações coma GF9 e montando uma equipe de trabalho para o D&D dentro de sua própria empresa:

"Não queremos nos adentrar em polêmicas, pois queremos ser concisos com a verdade. A Fire on Board Jogos sempre foi a empresa brasileira parceira da Gale Force Nine neste grande projeto de trazer o D&D para o Brasil. A parceria é (e foi) firmada entre Fire on Board Jogos e Gale Force Nine, apenas. Estamos trabalhando junto a ela desde o princípio. Dentro da Fire on Board, montamos uma equipe exclusiva para trabalhar com o D&D. Em certo momento, conversamos sim com algumas empresas brasileiras, mas optamos por não iniciar nada com as mesmas."

Ainda é cedo para saber como tudo isso vai se desenrolar, e me parece que muita informação pode vir à tona e muita coisa ainda pode acontecer. Continuaremos acompanhando o caso por aqui, e postando qualquer novidade relevante.

segunda-feira, 20 de março de 2017

E o Financiamento Coletivo do DCC RPG Entra no Último Dia!

E eis que chegamos ao último dia do financiamento coletivo da versão brasileira do DCC RPG. Até as 23h59min59seg do dia 21 de Março ainda é possível participar do financiamento. 

A campanha de financiamento foi um grande sucesso, atingindo mais do que o dobro da meta inicial. Desde a última notícia a respeito deste financiamento aqui no blog, muita coisa nova já foi liberada.

Primeiramente, foi incluso na campanha um carimbo de registro de morte para as planilhas dos personagens, com os dizeres MORTO! e CAUSA DA MORTE e a estampa da caveira da capa de luxo do DCC RPG. Este carimbo pode ser adquirido por R$ 36,00 e é um toque divertido e interessante pra um jogo com tanta rotatividade de personagens quanto o Dungeon Crawl Classics RPG.


Em segundo lugar, foi atingida a meta que libera o escudo do juiz, que vem acompanhado de um livreto de tabelas com cerca de 60 páginas para auxiliar na hora de conduzir as aventuras. O escudo mais o livreto saem por R$ 80,00 durante o financiamento.

Os três painéis que compõem o escudo do juiz.

Não bastasse ser um suplemento útil, a arte do escudo por si só já vale a compra.

E por fim, já foram liberadas 5 aventuras adicionais para o jogo, e rumando para a 6ª (que eu particularmente acho que é atingida até amanhã)!

Marinheiros do Mar Sem Estrelas, uma aventura funil para personagens de nível 0. Ideal para jogadores iniciantes.

Aquele Que Observa de Baixo, uma aventura para personagens de 1º nível. As capas das aventuras do DCC RPG são uma espetáculo à parte.

Congelado no Tempo, uma aventura de nível 1 que mistura fantasia e ficção científica, com regras para criar aventuras na Idade da Pedra.

Máscaras de Lankhmar, uma aventura de 1º nível para iniciar uma campanha no fantástico cenário da cidade de Lankhmar criada pro Fritz Leiber.

Através da Caverna de Ningauble, não trata-se exatamente de uma aventura, mas sim de um dos raros suplementos para DCC RPG, que traz regras para campanhas passadas em Lankhmar. Praticamente um livro de introdução ao cenário.

Cada uma das aventuras pode ser adquirida no financiamento coletivo pelo valor de R$ 25,00 o que eu acho um preço bastante acessível. Provavelmente após o final do financiamento esse preço deve aumentar, então penso que vale à pena adquirir as aventuras agora.

É uma pena que nenhuma das boxed sets foi atingida pelo financiamento, mas acredito que todas as aventuras e suplementos de Lankhmar serão liberados antes do final, o que é uma excelente notícia.

Se você ainda não apoiou o financiamento, ou apoiou mas não adquiriu nenhum dos suplementos extras, corre que ainda dá tempo!

quinta-feira, 9 de março de 2017

Os Novos Familiares da Kimeron

A Kimeron Miniaturas liberou algumas fotos das esculturas das miniaturas de familiares que comporão sua coleção 2017 de miniaturas:

Da esquerda para a direita: lagarto elétrico, diabrete, e pseudodragão.

Ainda da esquerda para a direita: víbora, coruja, cão, raposa, gato, corvo e águia.

Além destes, também foi divulgada uma foto da escultura de uma outra criatura, um novo troll da floresta:

 A peça é massiva, com 54mm de altura!

Achei os detalhes nessa peça incríveis!

Um inimigo realmente assustador para os personagens!

Ainda não há uma data certa para o lançamento da coleção 2017 da Kimeron Miniaturas, que deve ser lançada por financiamento coletivo.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Anunciada Nova Série de Aventuras Para Old Dragon - Crônicas das Chamas

A Redbox Editora anunciou hoje, em comemoração ao Dia da Mulher, sua nova série de aventuras para Old Dragon a ser lançada no segundo semestre de 2017: Crônicas das Chamas.


Mas por quê digo que esse anúncio foi feito "em comemoração ao Dia da Mulher"? Melhor deixar a própria editora explicar:

Hoje a Redbox orgulhosamente apresenta as Crônicas das Chamas! Uma nova linha de aventuras de Old Dragon com tramas poderosas e grandes reviravoltas.

Neste dia de homenagem à luta feminina, nada melhor que um produto feito só por minas. A editoria é de Elisa Guimarães, com escrita de Allana Dilene e Franz Andrade, três veteranas em RPG e literatura. A diagramação fica por conta de Flávia Najar, e ilustradoras estão sendo cotadas.

No primeiro livro, A Relíquia do Vale do Trovão, segredos terríveis serão revelados em meio à tensão da guerra iminente entre dois reinos, e aventureiros iniciantes devem virar a maré dos eventos ou encontrar seu destino final.

As Crônicas chegam a partir do segundo semestre de 2017.

É isso aí, um produto produzido quase inteiramente por uma equipe feminina (digo quase porque o diretor de arte da Redbox ainda é o Dan Ramos, então deve acabar tendo o dedo dele nesse produto).

Já espero ansiosamente pelas aventuras, querendo que seja um produto de tal excelência que enterre de uma vez por todas aquele papo de "mulher não gosta/não entende de RPG"!

Preview: Tales From The Yawning Portal

E já temos o primeiro preview de Tales From The Yawning Portal, a coletânea de aventuras clássicas adaptadas para a 5ª edição do D&D.

O preview liberado são as 3 primeiras páginas do livro, que além da introdução ao livro trazem uma breve descrição de cada uma das aventuras contidas no tomo, assim como as informações básicas da taverna Portal Bocejante (e também de uma outra famosa taverna do D&D).




Para ler as páginas de introdução de Tales From The Yawning Portal (em inglês), você pode clicar nas imagens acima para ampliar, ou clique aqui para baixar o PDF com o preview.

terça-feira, 7 de março de 2017

O Ídolo da Semana

O ídolo dessa semana vem até nós de ônibus:

A luz do Sol atrapalha um pouco na foto...

... mas não há dúvida, ele está lá!

Este ônibus temático do D&D foi feito pela Wizards of the Coast para a PAX (também conhecida como Penny Arcade Expo) de 2010. Naquele ano a empresa estava focando na temática old school, tentando capitalizar um pouco em cima da nostalgia dos antigos jogadores (sim, capitalizar, porque ao invés de lançar material realmente old school, naquele ano eles lançaram uma caixa básica do D&D 4ªed imitando a clássica Red Box do OD&D).

Mas ao menos nessa pegada old school, eles fizeram esse ônibus que é bem maneiro. Ele é envelopado com uma colagem de diversas ilustrações de artistas como Trampier, Sutherland, Elmore, e Otus, retiradas de diversos livros do D&D dos anos 1970 e 1980.

Outras fotos do ônibus:





Além das fotos, há também vídeos disponíveis mostrando o ônibus, feitos por pessoas que visitaram o evento:




Não só isso, há também um vídeo do interior do ônibus:

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